"Na escola da vida, ninguém pergunta se você quer se matricular. Basta nascer e já está inscrito.
Não há uniforme, não há carteira marcada. E o período letivo... Ah... esse nunca acaba.
O curioso é que nessa escola, somos alunos e professores ao mesmo tempo.
Mas o grande mestre é o tempo – esse professor exigente, paciente e, às vezes, severo. Ele não dá aviso prévio de prova. Um dia você acorda e lá está o teste na mesa. E se não estudou, não adianta pedir recuperação.
Algumas matérias são leves – amor, amizade, alegria. Outras exigem mais esforço. Paciência, tolerância, perdão.
Tem também aquelas disciplinas que a gente preferia não cursar; dor, perda, solidão.
Mas é com elas que o aprendizado se aprofunda.
O diretor da escola – que muitos chamam de Deus – tem um jeito todo particular de preparar as lições. Às vezes, ensina pelo afeto, outras, pela dificuldade.
E assim vamos acumulando notas, sem boletim impresso, mas com o registro invisível no coração.
Nos conflitos, aprendemos a valorizar a paz.
Na escassez, descobrimos o suficiente.
Ao ver injustiças, treinamos a empatia.
E no convívio diário, aprendemos a arte difícil de amar o próximo – lição que alguns repetem por anos e anos sem conseguir passar.
Não há férias nessa escola. O sinal não toca para encerrar o expediente. Cada dia é uma nova aula. E talvez o diploma final seja a serenidade de olhar para trás e dizer:
APRENDI, ERREI, MAS APRENDI.
Viva a lição até o último capítulo – VIVA A VIDA COM SABEDORIA
Quanta lição, e acredito que a mais difícil seja a do desapego."
Texto adaptado do jornalista Rui Leitão.- “Não há férias na escola da vida”. Texto publicado originalmente em 2020/2022 e posteriormente reproduzido em diferentes versões e adaptações na internet.

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