terça-feira, 21 de abril de 2026

Espectro Autista



O termo "Transtorno do Espectro Autista" (TEA) é usado porque o autismo não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas, abrangendo uma ampla diversidade de sinais, sintomas e níveis de suporte. O termo "espectro" indica uma gradação, indo de casos leves a severos, refletindo que cada autista é único. Quando falamos sobre o Transtorno do Espectro Autista, ainda é muito comum imaginar uma régua simples, que vai do “pouco” ao “muito autista”. Mas a realidade é bem diferente disso.

O espectro autista não é linear. Ele é multidimensional.

Isso significa que uma pessoa autista não pode ser definida por um único nível. Ela pode ter mais facilidade em algumas áreas e mais desafios em outras. Pode ter habilidades sociais mais desenvolvidas, mas apresentar maior sensibilidade sensorial. Pode ter grande capacidade de foco em interesses específicos e, ao mesmo tempo, dificuldades na função executiva, como organização ou planejamento.
Cada pessoa no espectro é única porque a combinação dessas características é única.

Por isso, termos como “alto funcionamento”, “baixo funcionamento” ou até “Asperger” já não fazem mais sentido. Eles simplificam demais algo que é complexo e, muitas vezes, acabam invisibilizando necessidades reais ou desconsiderando potencialidades importantes.

Quando se entende o espectro dessa forma, muda também a forma de olhar para inclusão.

No contexto do ambiente de trabalho, por exemplo, não se trata de encaixar a pessoa em um modelo padrão, mas de compreender como ela funciona. É sobre ajustar ambientes, formas de comunicação e expectativas. É sobre reconhecer que diferentes formas de pensar, perceber e interagir também geram valor.

E talvez o principal aprendizado seja esse: inclusão não é tratar todo mundo igual. É reconhecer que cada pessoa precisa de coisas diferentes para conseguir ser, de fato, quem é. E quando isso acontece, todo mundo ganha.

Reflexão sobre a deficiência na infância

 O curta metragem conta a história de um menino com deficiência que quer brincar em um parquinho, mas enfrenta os olhares e comentários das outras crianças e suas dificuldades em interagir com ele.

O curta é inspirado na história de um menino,Ian, real. Sua mãe, autora de um livro e criadora da Fundação Ian, tomou como tarefa ensinar o respeito à diversidade e a inclusão. Esta aimação traz a reflexão a respeito da importância do respeito às diferenças e do quanto representa para uma criança com deficiência poder interagir com outras crianças.


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Ansiedade - Sigmund Freud




"A ansiedade – que, embora fique latente a maior parte do tempo no que concerne à consciência, está constantemente à espreita no fundo – tem outros meios de se expressar, além desse. Pode irromper subitamente na consciência sem ter sido despertada por uma sequência de representações, provocando assim um ataque de angústia. Esse tipo de ataque de angústia pode consistir apenas no sentimento de angústia, sem nenhuma representação associada, ou ser acompanhado da interpretação que estiver mais à mão, tal como representações de extinção da vida, ou de um acesso, ou de uma ameaça de loucura; ou então algum tipo de parestesia (similar à aura histérica pode combinar-se com o sentimento de angústia, ou, finalmente, o sentimento de angústia pode estar ligado ao distúrbio de uma ou mais funções corporais – tais como a respiração, a atividade cardíaca, a inervação vasomotora, ou a atividade glandular. Dessa combinação o paciente seleciona ora um fator particular, ora outro. Queixa-se de 'espasmos do coração', 'dificuldade de respirar', 'inundações de suor', 'fome devoradora', e coisas semelhantes; e, em sua descrição, o sentimento de angústia freqüentemente recua para o segundo plano ou é mencionado de modo bastante irreconhecível, como um 'sentir-se mal', 'não estar à vontade', e assim por diante".

Sigmund Freud em "Fundamentos para destacar da neurastenia uma síndrome específica denominada neurose de angústia" 1895