"A ansiedade – que, embora fique latente a maior parte do tempo no que concerne à consciência, está constantemente à espreita no fundo – tem outros meios de se expressar, além desse. Pode irromper subitamente na consciência sem ter sido despertada por uma sequência de representações, provocando assim um ataque de angústia. Esse tipo de ataque de angústia pode consistir apenas no sentimento de angústia, sem nenhuma representação associada, ou ser acompanhado da interpretação que estiver mais à mão, tal como representações de extinção da vida, ou de um acesso, ou de uma ameaça de loucura; ou então algum tipo de parestesia (similar à aura histérica pode combinar-se com o sentimento de angústia, ou, finalmente, o sentimento de angústia pode estar ligado ao distúrbio de uma ou mais funções corporais – tais como a respiração, a atividade cardíaca, a inervação vasomotora, ou a atividade glandular. Dessa combinação o paciente seleciona ora um fator particular, ora outro. Queixa-se de 'espasmos do coração', 'dificuldade de respirar', 'inundações de suor', 'fome devoradora', e coisas semelhantes; e, em sua descrição, o sentimento de angústia freqüentemente recua para o segundo plano ou é mencionado de modo bastante irreconhecível, como um 'sentir-se mal', 'não estar à vontade', e assim por diante".
Consultório Psicologia
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Ansiedade - Sigmund Freud
sexta-feira, 20 de março de 2026
Aos 40 anos...
“A vida realmente começa aos quarenta. Até lá, você está apenas pesquisando.”
Carl Gustav Jung
Para o psiquiatra e psicoterapeuta suiço a vida começa aos 40 anos porque essa idade marca a transição da construção externa (carreira, família, persona) para a busca interna e autêntica. Ele via a primeira metade da vida como "pesquisa" e a segunda como o início da individuação, o processo de se tornar quem realmente se é.
Principais aspectos da visão de Jung sobre os 40 anos:
- O "Mapa da Alma": Até os 40 anos, acumulamos experiências e construímos um "mapa", mas é na maturidade que ganhamos a coragem de usá-lo para viver a própria vida.
- Individuação: A partir dos 40, o foco muda do sucesso externo para a integração do ser, voltando-se para dentro e libertando-se de expectativas sociais.
- Fim da "Pesquisa": A fase anterior é considerada um ensaio; a "vida real" começa quando paramos de seguir modelos automáticos (infância, família) e agimos com autenticidade.
- Crise de Sentido: Mudanças no corpo, carreira e desejos aos 40 não são apenas um colapso, mas um chamado do inconsciente para o amadurecimento psíquico.
A vida começa aos 40 - https://www.youtube.com/watch?v=e5C6qRKhBgk
Tornar-me a mim mesmo - https://www.youtube.com/shorts/Ldew0pxf_uI
quarta-feira, 4 de março de 2026
Transtorno Mental e Familia
O transtorno mental de um indivíduo pode afetar sua família de diversas formas, dependendo da gravidade, da duração e do tipo de transtorno.
Algumas das dificuldades que as famílias podem enfrentar são:
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Lista de exercicios para aliviar uma crise de ansiedade
1. A água fria no rosto
Ativa o reflexo de mergulho dos mamíferos → aumenta a atividade parassimpática (vagal) e reduz a frequência cardíaca, o que ajuda a interromper ataques de pânico.
A água fria também estimula a liberação de neurotransmissores GABAérgicos, proporcionando uma sensação rápida, refrescante e revigorante. É uma forma eficaz de interromper ciclos de pensamentos negativos.
2. As exalações lentas interrompem a resposta de luta ou fuga
Exalações prolongadas aumentam a arritmia sinusal respiratória (ASR) e a calma vagal. Todo o corpo relaxa e a clareza visual é restaurada.
Isso frequentemente aumenta a variabilidade da frequência cardíaca e altera o equilíbrio autonômico, afastando-o da resposta de luta ou fuga.
3. Caminhada sem dispositivos: restabelece a análise de ameaças
A Rede de Saliência (RS) deixa de ser dominada por impulsos urgentes. Caminhar também ajuda a metabolizar substâncias químicas relacionadas ao estresse, como as catecolaminas.
4. Desenhar externaliza as emoções.
Quando externalizamos sentimentos colocando-os no papel, reduzimos a carga cognitiva e diminuímos a reatividade límbica.
Desenhar ativa redes visuomotoras e a integração sensório-motora, ajudando a tolerar emoções desconfortáveis.
Pesquisas mostram que reduz a ativação da amígdala. Quando você identifica o sentimento e o expressa, ele sai da sua cabeça.
5. Suavizar o olhar: reduz a hipervigilância.
(piscar varias vezes os olhos ou colocar as mãos sobre os olhos por 10 a 20 segundos)
6. Experimente um suspiro de corpo inteiro
Pesquisas mostram que, ao suspirar, a frequência cardíaca diminui e sentimos um alívio imediato.
Ouça Huberman falar sobre os benefícios neurológicos do suspiro fisiológico.
Melhor uso: intervalos de 60 a 90 segundos, em qualquer momento do dia.
7. Movimentos de balanço são autoacalmantes
O balanço pode reduzir a excitação ao estabelecer um ritmo constante e redirecionar a atenção para as sensações corporais.
Melhor uso: balançar ou embalar lentamente por 1 a 3 minutos, especialmente quando a agitação está alta.
8. Zumbido (murmurar ou cantarolar): estimula o nervo vago e restaura a calma.
A vocalização ativa o controle da respiração e pode estimular vias vagais por meio da atividade laríngea/faríngea.
Cantar e vocalizar tons aumentam a sensação de segurança social.
Melhor uso: tararear durante exalações longas por 1 a 2 minutos.
9. Exposição à natureza
Cenários naturais reduzem a reatividade ao estresse, melhoram o humor e diminuem a ruminação. Isso costuma estar associado a menor atividade da Rede de Modo Padrão (RMP) e menor ativação simpática.
“Espaços verdes” e “banhos de floresta” indicam reduções significativas nos marcadores de estresse e melhora do bem-estar.
Melhor uso: mais de 20 minutos ao ar livre, idealmente em áreas verdes com árvores e em ritmo lento.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Superdotação feminina
Superdotação feminina ainda é confundida com transtornos psiquiátricos. Por trás de mulheres brilhantes, sensíveis e inquietas, há um perfil cognitivo pouco compreendido, e frequentemente confundido com transtornos psiquiátricos, explica a Dra. Thaíssa Pandolfi.
A sensibilidade emocional elevada, frequentemente confundida com fragilidade, é outro traço central. “Elas sentem demais. Absorvem o sofrimento alheio, a energia dos ambientes e a incoerência entre discurso e prática. Quando isso não é compreendido, surgem quadros de ansiedade, exaustão emocional e uma constante sensação de inadequação”, afirma Dra. Thaíssa. Não é raro que essas mulheres passem anos em consultórios psiquiátricos recebendo diagnósticos equivocados, como transtornos de humor ou de personalidade, quando, na verdade, estão lidando com uma superdotação não reconhecida.
Outro ponto marcante é o senso de justiça elevado. Pequenas injustiças, contradições éticas ou desigualdades sociais provocam indignação profunda, o que pode gerar conflitos com figuras de autoridade e frustrações recorrentes no ambiente profissional e afetivo. “Elas não conseguem simplesmente ignorar o que não faz sentido moralmente. Isso tem um custo emocional alto”, ressalta a psiquiatra.
A consequência desse descompasso entre o funcionamento interno e o mundo externo é, muitas vezes, o isolamento. Sentir-se “fora do lugar” desde a infância, não se reconhecer nos grupos, carregar crises de identidade e solidão são relatos comuns. “Superdotação não é privilégio. É uma forma intensa de existir. Quando não acolhida, vira sofrimento silencioso. Quando compreendida, se transforma em potência criativa, ética e transformadora”, conclui Dra. Thaíssa Pandolfi.
Em um momento em que temas como saúde mental feminina, diversidade cognitiva e liderança sensível ganham espaço no debate global. Compreender a superdotação para além dos estereótipos pode ser a chave para libertar talentos que, até agora, foram mais pressionados a se adaptar do que convidados a florescer.
Fonte: Bons Fluidos e Assessoria Márcia Stival






