O transtorno mental de um indivíduo pode afetar sua família de diversas formas, dependendo da gravidade, da duração e do tipo de transtorno.
Algumas das dificuldades que as famílias podem enfrentar são:
O transtorno mental de um indivíduo pode afetar sua família de diversas formas, dependendo da gravidade, da duração e do tipo de transtorno.
Algumas das dificuldades que as famílias podem enfrentar são:
1. A água fria no rosto
Ativa o reflexo de mergulho dos mamíferos → aumenta a atividade parassimpática (vagal) e reduz a frequência cardíaca, o que ajuda a interromper ataques de pânico.
A água fria também estimula a liberação de neurotransmissores GABAérgicos, proporcionando uma sensação rápida, refrescante e revigorante. É uma forma eficaz de interromper ciclos de pensamentos negativos.
2. As exalações lentas interrompem a resposta de luta ou fuga
Exalações prolongadas aumentam a arritmia sinusal respiratória (ASR) e a calma vagal. Todo o corpo relaxa e a clareza visual é restaurada.
Isso frequentemente aumenta a variabilidade da frequência cardíaca e altera o equilíbrio autonômico, afastando-o da resposta de luta ou fuga.
3. Caminhada sem dispositivos: restabelece a análise de ameaças
A Rede de Saliência (RS) deixa de ser dominada por impulsos urgentes. Caminhar também ajuda a metabolizar substâncias químicas relacionadas ao estresse, como as catecolaminas.
4. Desenhar externaliza as emoções.
Quando externalizamos sentimentos colocando-os no papel, reduzimos a carga cognitiva e diminuímos a reatividade límbica.
Desenhar ativa redes visuomotoras e a integração sensório-motora, ajudando a tolerar emoções desconfortáveis.
Pesquisas mostram que reduz a ativação da amígdala. Quando você identifica o sentimento e o expressa, ele sai da sua cabeça.
5. Suavizar o olhar: reduz a hipervigilância.
(piscar varias vezes os olhos ou colocar as mãos sobre os olhos por 10 a 20 segundos)
6. Experimente um suspiro de corpo inteiro
Pesquisas mostram que, ao suspirar, a frequência cardíaca diminui e sentimos um alívio imediato.
Ouça Huberman falar sobre os benefícios neurológicos do suspiro fisiológico.
Melhor uso: intervalos de 60 a 90 segundos, em qualquer momento do dia.
7. Movimentos de balanço são autoacalmantes
O balanço pode reduzir a excitação ao estabelecer um ritmo constante e redirecionar a atenção para as sensações corporais.
Melhor uso: balançar ou embalar lentamente por 1 a 3 minutos, especialmente quando a agitação está alta.
8. Zumbido (murmurar ou cantarolar): estimula o nervo vago e restaura a calma.
A vocalização ativa o controle da respiração e pode estimular vias vagais por meio da atividade laríngea/faríngea.
Cantar e vocalizar tons aumentam a sensação de segurança social.
Melhor uso: tararear durante exalações longas por 1 a 2 minutos.
9. Exposição à natureza
Cenários naturais reduzem a reatividade ao estresse, melhoram o humor e diminuem a ruminação. Isso costuma estar associado a menor atividade da Rede de Modo Padrão (RMP) e menor ativação simpática.
“Espaços verdes” e “banhos de floresta” indicam reduções significativas nos marcadores de estresse e melhora do bem-estar.
Melhor uso: mais de 20 minutos ao ar livre, idealmente em áreas verdes com árvores e em ritmo lento.
A sensibilidade emocional elevada, frequentemente confundida com fragilidade, é outro traço central. “Elas sentem demais. Absorvem o sofrimento alheio, a energia dos ambientes e a incoerência entre discurso e prática. Quando isso não é compreendido, surgem quadros de ansiedade, exaustão emocional e uma constante sensação de inadequação”, afirma Dra. Thaíssa. Não é raro que essas mulheres passem anos em consultórios psiquiátricos recebendo diagnósticos equivocados, como transtornos de humor ou de personalidade, quando, na verdade, estão lidando com uma superdotação não reconhecida.
Outro ponto marcante é o senso de justiça elevado. Pequenas injustiças, contradições éticas ou desigualdades sociais provocam indignação profunda, o que pode gerar conflitos com figuras de autoridade e frustrações recorrentes no ambiente profissional e afetivo. “Elas não conseguem simplesmente ignorar o que não faz sentido moralmente. Isso tem um custo emocional alto”, ressalta a psiquiatra.
A consequência desse descompasso entre o funcionamento interno e o mundo externo é, muitas vezes, o isolamento. Sentir-se “fora do lugar” desde a infância, não se reconhecer nos grupos, carregar crises de identidade e solidão são relatos comuns. “Superdotação não é privilégio. É uma forma intensa de existir. Quando não acolhida, vira sofrimento silencioso. Quando compreendida, se transforma em potência criativa, ética e transformadora”, conclui Dra. Thaíssa Pandolfi.
Em um momento em que temas como saúde mental feminina, diversidade cognitiva e liderança sensível ganham espaço no debate global. Compreender a superdotação para além dos estereótipos pode ser a chave para libertar talentos que, até agora, foram mais pressionados a se adaptar do que convidados a florescer.
Fonte: Bons Fluidos e Assessoria Márcia Stival
Historias dos asilos psiquiátricos
Em 1910, nas frias e cinzentas paredes de um asilo psiquiátrico na Alemanha, uma paciente chamada Katharina Detzel fez uma escolha silenciosa e desesperada. Isolada por anos, privada de contato humano e tratada como algo menos que gente, ela voltou-se para o único material que tinha à disposição — o feno de seu colchão — e com ele criou um homem de palha em tamanho real.
O brinquedo de montar Lego como ferramenta conectiva na psicologia,
educação, consultoria, terapias...
Legoterapia é uma abordagem
terapêutica que utiliza peças de LEGO® como ferramenta para promover o
desenvolvimento de habilidades em crianças e adultos, especialmente aqueles com
transtornos do desenvolvimento ou dificuldades de aprendizagem. Esta
terapêutica estimula a interação social, a comunicação, a resolução de
problemas, a criatividade e a concentração, através de atividades estruturadas
ou livres com os blocos de montar.
O Brinquedo de montar LEGO® - O sistema LEGO é um brinquedo cujo
conceito se baseia em partes que se encaixam permitindo muitas combinações. Criado
pelo dinamarquês Ole Kirk Kristiansen, é fabricado em escala industrial em
plástico feito desde 1934, popularizando-se em todo o mundo desde então. É
muito famoso e as crianças do mundo todo brincam. Hoje em dia existem várias
séries. Em fevereiro de 2015, foi considerada a marca mais poderosa do mundo,
de acordo com estudo realizado pela empresa de consultoria Brand Finance.
A Legoterapia, ou Terapia Baseada
em LEGO, foi criada em Honolulu, no final dos anos 90, como uma alternativa de
tratamento para as crianças com atraso no desenvolvimento. É considerada método terapêutico que utiliza as peças de
LEGO para desenvolver competências sociais, emocionais e cognitivas em
crianças, especialmente aquelas com desenvolvimento atípico, como o autismo. O
objetivo é criar um ambiente estruturado e colaborativo onde as crianças
aprendam a se comunicar, a resolver problemas, a planejar e a interagir em
grupo, utilizando o brincar como ferramenta principal.
A abordagem da Legoterapia
baseia-se na ideia de que as crianças podem se comunicar e expressar seus
sentimentos, pensamentos e desafios por meio da construção e manipulação de
peças de LEGO. Isso permite uma forma não verbal de expressão, muitas vezes
menos intimidante do que a comunicação verbal direta. A terapia aproveita a
natureza lúdica e criativa do brinquedo de montar LEGO para criar um ambiente
seguro e facilitar a interação entre terapeuta e cliente.
Estudos educacionais e médicos no
Reino Unido e nos EUA constataram que grupos que usaram LEGO como recurso
educacional e terapeutico ajudaram seus alunos e pacientes a desenvolver e
reforçar as habilidades de jogo e habilidades sociais. Dentre os benefícios destacados
e comprovados da Legoterapia estão:
Como colocado recentemente em
livro pelo psicoterapeuta René Schubert (2023): “o brinquedo LEGO com sua
diversidade de cenários, personagens e peças atua como recursos de consultoria,
coaching, atendimento terapêutico - sendo utilizado para: Exposição de
dificuldade, Resolução de Conflitos, Foco na Solução, Posicionamento
Consciente, Formas, Posturas e Comunicação e outras possibilidades a partir das
construções de cenários em 3D. Estimula a conexão, expressão, percepção,
insights, feedback, storytelling, ludicidade e criatividade - ou seja, Aprender
Divertindo-se!”
Por meio da brincadeira, intuição
e possibilidades diversas trabalha-se habilidades e recursos no grupo de
crianças, jovens ou adultos presentes, para que o mesmo possa ser levado
adiante para sala de aula, grupos de estudos, reuniões sociais, atendimentos e
consultoria.
A Legoterapia é indicada para:
A Legoterapia se mostra uma
abordagem terapêutica versátil e eficaz, oferecendo um ambiente lúdico e seguro
para o desenvolvimento de diversas habilidades.
Referências:
SCHUBERT, R - Construindo pontes, cenários e um mundo de
possibilidades – o uso do Lego como recurso terapêutico para crianças autistas
(in) Um Amor Azul – Os desafios e o caminho para lidar com a pessoa autista.
Coordenação de Neia Martins e Viviane Oliveira, Editora Conquista, São Paulo, 2023
SCHUBERT, R - Conectando e Construindo Possibilidades -
Brincar de Lego na Ludoterapia (in) Orientação Familiar, Volume 3. Coordenação
Cris Rayes. Literare International Books, São Paulo, 2024
SCHUBERT, R. - Building Bridges,
Scenarios, Worlds of Possibilities - The Use of Lego as a Therapeutic Resource
with Autistic Children. MAR Neurology, Neurosurgery & Psychology, United Kingdom, March 2024
Lego: a história por trás da
criação do popular brinquedo (2023) - https://www.bbc.com/portuguese/articles/clmeggy3l9xo
Lego como recurso terapêutico. Audiobook
(2025) - https://www.youtube.com/watch?v=o_SFGUptYsg
Terapia a partir do uso do
brinquedo LEGO (2022) - https://reneschubert.blogspot.com/2022/08/terapia-partir-do-uso-do-brinquedo-lego.html